abiqu

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segunda:
eu y ela de mãos dadas numa canga, assistindo ao apocalipse. ela, como sempre, tinha os bolsos y a mochila cheia de lanchinho, me oferecia. eu não sentia medo, e a canga era tamanho normal – não como aquela tarde na piscina.

terça:
os peixes ornamentais, sentindo saudade do mar, se suicidavam no aquário do café, corpos boiando. eu preferia beber os restos de xícara alheia (mais doces). da janela o mar escuro, parecia uma paisagem sonhada.

quarta:
a criança morta antes de recém-nascida vai com ex-futura mãe-y-pai pra um canavial, holográfica. oferenda bem alto um segredo importante da vida. ocupada em saber se ela era erê ou egun, impercebo:

que falava línguas ancestrais.

sim, eu tava dormindo quando soube disso tudo, mas não tava sonhando não.

[v. 3]

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