virei no que chamam

diabo
meu couro era raro
custava quarar
rancar nem os dente
de cavalo dado
cabresto alado costuma afundar
a menos que Eleguá…

Laroyê. Masankiô.

veleiros do medo
no mei do aguaceiro
um sólido mar
salmoura incabida tanto
quebranto ferida
tingida de sangue
não-estanque
ardida
custosa de cicatrizar.

ou era esse mar bacia do pranto infinita
manchando de banzo sua extensa medida?

sofrência de história antiga
daí mesma insofrível resistida
em resistência dum povo

todo

que nem na alcunha pessoa
ganhava guarida
mas fez se alafiar

entidade maior y sentida
orí com destino y acolhida
e tudo no mundo tem boca
porque come e porque
também sabe falar

vingança retalha qualquer casa-grande
palavra chão preta espalhado sangue
terreiro dança refeita alma longe

um poder do opressor eh fazer de silêncio
navalha
descruzilha nossa carne
dilacera nossa alma

mas aqui não,
sinhozim
capataz
capitão
sacristão

aqui

não.

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