indigestão

é,
começou com escravidão
depois foi só inventar a noção de
suspeição
(no pós-abolição)
pra isso, muita crânio-medição
batida dos alemão na capoeiragem dos pião
intimidação
internação
interdição
y num pára por aí não
tem também caveirão
morro com batalhão
y as guerras do tráfico pra dar uma emoção
(y alguma ilusão de segurança no condomínio do patrão)
é irmão matando irmão, que
bastardo naum se traga não, flagra?
tudo pra salvar a rodada de branquinho,
“ai, eu fico levinho quando fumo um…”
oxioxi, com essa maconha cheia de egun?
essa lezera aí é encosto, moço.
y sempre,
variadas táticas de pretextinção:
as milícias merecem menção
já falei dos batalhão? mais batalhão
y do caveirão? mais caveirão
da polícia já falei né? mais polícia pra explicitar
quem é antagonista nessa narração.
história nunca é em vão
num tem bala perdida que pipoque os miolos tudo dessa memória não,
que é muita gente pra lembrar, a gente é muita gente!
y tipo assim
parece coisa mais recente, todo esse barulho pela redução
mas é só roupas novas pro mesmo baile velho daquelas classes tementes
mandantes
rangentes
doentes
querendo sufocar raiz da pretidão desdo berçário
y mudando um pouquinho de rumo tem hora que volta uma questão
se vai ser mais essa cota no sistema carcerário
por que na universidade naum,
então?

com sombra, sem dúvida.

(que a hora da janta é sagrada, conversa
estragada num atravessa não)

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