arerê

sonho você um lugar
uma montanha que canta de rio
diágua vermelha voraz voraz veloz
(precisão de barro invés de afobação
de pó)
rio que canta tem sua voz

& sonho você rio
mata fechada
alta
uma pedra dentro duma mata fechada que embaixo dela uma cobra
mora
de nuca grossa que se ergue i caça
morde
as junta grossa do seu braço preto a
dobra
tem um alvo i caça a
cobra

Odé arerê, Comorodé!
fugi dela sem medo no sonho nem pressa, que um jogo é um jogo
né?

sonho você uma voz no espaço
que você é o escuro
a voz do silêncio da noite num escuro
que nem um lago escuro
espelha um céu estrelado escuro

eu nunca medo
eu num desejo
eu relampejo
eu te sonho um

tempo

sonho Oyá também,
simultaneamente marota observadora ameaçadora oferendadora de benção a tudo tudo
que é de meu com divocê,
me piscando um olho de sonho lá naquele meio de mato de beira de rio escuro da noite
que é

você

(teu nome

chama pele no meu sonho,

arerê)

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