otim

em minha cabeça de menino as nuvens eram conterrâneas dos sonhos
eu me chamava biaçá & volava qui nem passarinho quando a 6 hora da tarde chegasse
pra ver sol si esconder em seu
fim de mundo

meu peito liso de muleque não sabia de dor não
mas ai quando os peitos da mocinha começaram me invadir!…
ficou tudo parecendo vida ao avesso, mas sipá eu dava conta de seguir as horizontadas de sol pra me reencontrar inteiro lá depois da beira dágua?, no tempo em que terra era quadrada, mar curvava em cachoeira quando ela acabava, & em si pulando mergulhava no mais
‘fundo de mim’

[largava as tardes imitando sabiá, acordava que sonhos tinham que ter a mesma polpa macia das nuvens, piquenique era chupar manga em galho da árvore, corpo era tudo que eu dissesse, esperava que elas nunca despercebessem que eu era menino
etc.]

09fev015

para: bê gonzales

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