papoula

nuvens ralas escorrendo na cintura do céu: bambolê preguicento,
anel de saturno sorrateiro.
enamoradas de sol conduzidas na dança destra de Vento
eu por mim sempre tive de acordar logo antes cedo, quando possível,
que perder qualquer passada do ensaio deixava o dia todo lascado.
nas línguas rotas que meu coração falava,
o peso do silêncio era fora de qualquer gravidade jurisditada pelas leis da física
flutuava as amantes enlaçadas por todos lugares:
um retalho de céu na janela
um baile de asas laranjadas trançando a cabeleira densa das árvores
um pisco de sol por uma nuvem mais ousada
de todo jeito era cedo mesmo, elas só ensaiavam seu balé raleado nos meus olhos insonhes,

[29jan2015]

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