oxum

na casa de oxum,
 
aonde fui nadando,
subindo (y caindo) pedras,
com nada além de minha pele,
minha coragem,
uma mão preta pra me guiar
y uma voz amiga pra me avivar,
 
fui ricibida por um mar negro de água doce
violenta!,
água
turva
água preta
em ondas curtas y
rebeldes
 
selvagens
 
fui ricibida
mergulhada
lavada
abençoada
y adulada
 
mas se não ficasse atenta tinha sido empurrada
nas pedras ao redor da cachoeira porque
– já falei pra vocês? –
a água vinha em ondas
 
selvagens
negras
fundas
 
volvidas de baixo pra cima
de dentro
pra fora
 
como qualquer movimento de revelação
 
que é disso o espelho dela:
si olhar pra si saber
a beleza é só consequência, gente.
 
(por abril, um mês dourado y difuso como o sol iluminando a pele da que não tava lá (mas todo pedaço da minha carne se lembrou da coragem dela pra ir até a queda mais alta. e mergulhar. na minha própria coragem.))
Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s