tambo-res

pra quem me queria
pele descarnada
eu sou tambor
que no que toca vibra
ruge
retumba
grita
mesmo sem boca sem garganta sem voz, qualquer brisa
me assovia

pra quem me via
pedra deslavada
sou fundo de rio
a matéria pedra mesma donde rio
si deita
y canta / goza / chora y
córre-côrre-deza
casa dura da sabiduria fluida
(funda) do rio

pra quem me dizia
nada,
me disdizia
eu mesma já me basta(va)
pedra lavada
pele encarnada
a boca dágua de um tambor que fala

(como é que era mesmo aquela música do milton que terminava ele cantando tambores, tambores, tambores bem no finalzim? que nem aquela música do milton que termina ele cantando tambores, tambores, tambooo-res…)

outono 2013

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